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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Na íntegra, o dossiê contra o casal FHC

(do blog do Noblat)

A VEJA revelou há duas semanas a existência de um dossiê montado pelo governo sobre despesas sigilosas do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso na época em que ele morava no Palácio da Alvorada.

Na semana passada, a Folha de S. Paulo publicou que o dossiê foi produzido por auxiliares da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

Tanto a VEJA quanto a Folha citaram algumas informações reunidas no dossiê. Mas nenhum veículo até hoje o publicou na íntegra - sequer parcialmente.

É o que faz agora este blog. Clicando no pé desta nota, você poderá conhecer na íntegra o dossiê que circulou no Congresso e que foi vazado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Limitei-me a escanear o dossiê. E a inserir o logotipo deste blog entre cada uma de suas páginas.

O dossiê lista 35 despesas feitas pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Elas ultrapassam por pouco a casa dos R$ 53 mil.

Por sinal, dona Ruth é o nome mais ilustre citado nas 13 páginas de planilhas com gastos dos anos de 1998, 1999 e 2001. Não aparecem gastos referentes a 2000 e 2002.

Com exceção de um porta-retrato no valor de 100 dólares dado de presente a um oficial colombiano, as demais despesas de dona Ruth têm a ver com o aluguel de carros.

Como adiantou, ontem, o blog, existe uma parte do dossiê que permanece inédita.

Segue, aqui, a íntegra do dossiê que tem causado tanto barulho dentro e fora do Congresso. Duas das 13 páginas foram reunidas em uma só.

Você poderá abrir o arquivo só para ler ou baixá-lo se preferir. Aumente o tamanho das letras para ler melhor.

Leia mais:
Foi a oposição que divulgou dossiê do governo contra FHC
Álvaro Dias se recusa a entregar sua fonte
Álvaro Dias: Quem deve estar chateado é Lula
Notícia é para ser publicada. E ponto

sábado, 23 de fevereiro de 2008

16 perguntas e respostas sobre o ministro do Esporte

Circula, em gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados, um texto sobre a conduta do ministro Orlando Silva, ao que tudo indica escrito por alguém do Ministério do Esporte, que responde ponto por ponto às interpelações que a mídia não se cansa de fazer sobre aquele que ficou conhecido como o "Caso da Tapioca". Clique aqui e veja a íntegra do documento, redigido sob a forma de perguntas e respostas.

Vale a pena clicar no link para entender melhor o tamanho da bagunça que a imprensa aprontou com essa história, mas seguem alguns exemplos significativos:

"O ministro devolveu o dinheiro por que havia cometido 'abusos com os cartões' como declararam alguns jornais?
Não. A própria Folha de S.Paulo, por exemplo, estampou manchete na primeira página que veiculou a idéia de 'abuso' como o motivo da devolução. O próprio ombudsman deste jornal, Mario Magalhães, apontou tal idéia como erro da publicação (...)"

"Como foi, afinal, o caso da Tapioca?
A despesa de R$8,30, realizada numa tapiocaria em Brasília, única cidade onde não podia ser realizado tal gasto, foi paga pelo ministro com o cartão de pagamentos do Governo Federal, muito parecido com o seu cartão pessoal. Assim que foi constatado o fato, muito antes de qualquer referência na imprensa, foi efetuada a devolução do recurso aos cofres públicos, em outubro de 2007, por iniciativa do próprio ministro." [Clique aqui para ver cópia do recibo da devolução]

"O episódio demonstra falta de seriedade com a gestão pública?
Não. O episódio revela rigor administrativo. Há um controle interno que acompanha todos os processos do ministério, o que permitiu identificar o erro e corrigir. O recurso deveria mesmo ser devolvido, fosse de oito centavos ou R$8 milhões."